Maninho, um cão comunitário que era figura conhecida e querida no bairro Estaleiro, em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, morreu na última quinta-feira (5) após um trágico incidente. O animal havia desaparecido na sexta-feira anterior, dia 29, junto com outra cadela comunitária, Maninha. Ambos possuíam coleiras com sistema de rastreamento, o que permitiu que fossem localizados no dia seguinte, sábado, por uma operação conjunta envolvendo a Guarda Municipal.

Ao serem encontrados, Maninha estava sem ferimentos e foi levada a um abrigo pela prefeitura. Maninho, contudo, apresentava ferimentos graves e foi localizado às margens da BR-101. Ele foi imediatamente encaminhado para uma clínica particular, onde passou por cirurgia de emergência na tentativa de salvar sua vida. Apesar de todos os esforços das equipes veterinárias e do atendimento prestado pela ONG Viva Bicho, o estado de saúde do animal se agravou drasticamente, e ele não resistiu.

A ONG Viva Bicho, que presta assistência a animais na cidade, relatou que Maninho sofreu agressões, com indícios de facadas e lacerações causadas por mordidas. A notícia de sua morte gerou comoção entre os moradores do bairro Estaleiro, que conheciam e cuidavam dos cães comunitários, carinhosamente chamados de "maninhos". A prefeitura de Balneário Camboriú confirmou o óbito e informou que o caso está sendo apurado pela Polícia Civil.

Balneário Camboriú possui legislação específica que reconhece e protege os cães e gatos comunitários. A lei municipal garante a esses animais, que vivem em espaços públicos e recebem cuidados da comunidade, direitos fundamentais como alimentação, abrigo, água e assistência veterinária. O caso de Maninho reacende o debate sobre a proteção animal e a necessidade de investigar e punir atos de crueldade contra os animais.