Balneário Camboriú (SC) foi palco de um incidente de violência que resultou na agressão de um pai por um guarda municipal de folga, após reclamações sobre o som alto de uma igreja evangélica. Tiago Alves, a vítima, pai de uma criança de 9 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi atingido por socos e precisou de atendimento médico. O caso, ocorrido em 18 de maio e registrado por câmeras de segurança, está sob investigação da Polícia Civil, enquanto o agressor foi afastado de suas funções operacionais.
Alves relatou nas redes sociais o drama vivido, afirmando que a agressão foi uma resposta a seu pedido para que a igreja diminuísse o volume do som, visando o bem-estar de seu filho. Segundo ele, a criança é "extremamente sensível e agitada" devido ao barulho excessivo, uma situação que perdura há cerca de quatro anos. O pai afirma ter registrado ao menos 17 boletins de ocorrência ao longo dos anos, buscando uma solução para o incômodo sonoro, que, em sua visão, desrespeita o direito ao sossego.
A Prefeitura de Balneário Camboriú agiu prontamente, afastando o guarda municipal de suas atividades operacionais e o realocando para funções administrativas enquanto a conduta do servidor é apurada em procedimento interno. A agressão, que deixou Tiago Alves com ferimentos no rosto e a necessidade de seis pontos na boca, aconteceu em frente à Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA). A instituição religiosa, por sua vez, emitiu uma nota repudiando veementemente a violência e assegurou que o guarda participava do culto na noite do ocorrido.
Contudo, apesar das declarações da igreja sobre o cumprimento de adequações de ruído determinadas pela Justiça, Tiago Alves sustenta que o problema do som excessivo é recorrente e que o Ministério Público já havia estabelecido medidas para a redução do barulho no local. A investigação da Polícia Civil buscará esclarecer as circunstâncias da agressão e as responsabilidades envolvidas, enquanto a comunidade de Balneário Camboriú acompanha o desdobramento de um caso que levanta questões sobre o direito ao sossego, a conduta de agentes públicos e a tolerância ao próximo.

