O vereador Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, corre o risco de perder sua cadeira na Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A solicitação de destituição partiu do presidente do colegiado, vereador Eduardo Zanatta (PT), que argumenta que o filho do ex-presidente acumulou faltas graves às reuniões.

De acordo com o ofício enviado por Zanatta à Presidência da Câmara em 16 de junho, Jair Renan compareceu apenas às três primeiras sessões da comissão. Posteriormente, ele deixou de participar de nove reuniões consecutivas, sem apresentar qualquer justificativa formal. O regimento interno da Câmara Municipal prevê que membros de Comissões Legislativas Permanentes podem ser destituídos caso faltem a três reuniões consecutivas ou a cinco reuniões alternadas sem justificativa prévia e por escrito.

A Comissão de Segurança Pública é a única das 13 comissões permanentes da Câmara de Balneário Camboriú da qual Jair Renan faz parte. A perda do assento, caso confirmada, implicaria na sua substituição por outro parlamentar do mesmo partido, o PL, por indicação da legenda. O caso, que foi inicialmente noticiado pela Folha de S. Paulo, ganhou repercussão nas redes sociais do vereador petista.

A Presidência da Câmara de Balneário Camboriú está analisando o pedido de destituição em conjunto com a Procuradoria Jurídica. Jair Renan Bolsonaro, que também é pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina em 2026, assim como Eduardo Zanatta, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações de faltas e o pedido para que deixe a comissão. A equipe do vereador foi contatada pela imprensa para comentar o assunto.