O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ter seu assento na Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, revogado. A solicitação de destituição foi formalizada pelo presidente do colegiado, vereador Eduardo Zanatta (PT), que alega o descumprimento do regimento interno da Casa devido a sucessivas ausências sem justificativa.
O pedido, protocolado em 16 de junho, está sob análise da Presidência da Câmara, com o suporte da Procuradoria Jurídica do Legislativo. Caso a solicitação seja aprovada, o Partido Liberal (PL) deverá indicar um novo representante para a comissão, que é considerada uma das mais relevantes do parlamento municipal, especialmente para parlamentares alinhados a pautas conservadoras e de segurança pública.
De acordo com informações divulgadas, Jair Renan teria participado apenas das três primeiras reuniões da comissão, deixando de comparecer às nove sessões subsequentes entre janeiro e junho deste ano, sem apresentar justificativas formais. O regimento interno estabelece que membros de comissões permanentes podem ser destituídos após "três reuniões consecutivas ou cinco reuniões alternadas" sem justificativa escrita prévia.
Eduardo Zanatta, ao fundamentar seu pedido, argumenta que o limite de faltas previsto na norma foi ultrapassado por Jair Renan. A Presidência da Câmara agora tem a responsabilidade de avaliar o cumprimento das regras e deliberar sobre a permanência do vereador no colegiado, do qual ele faz parte desde o início de seu mandato. A movimentação política em Santa Catarina, com ambos os vereadores sendo potenciais pré-candidatos em 2026, adiciona um tempero extra à discussão.

