A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, veio a público para detalhar e defender a atuação de sua gestão em relação às pessoas em situação de rua no município catarinense. Em suas declarações, Pavan afirmou que a cidade adota uma abordagem pautada em responsabilidade e protocolos rigorosos, afastando qualquer ação aleatória ou desprovida de base legal. A gestora buscou esclarecer as diretrizes das políticas sociais, que têm sido alvo de críticas e acusações de caráter “higienista”.
Juliana Pavan negou veementemente que a intenção seja expulsar ou maltratar as pessoas vulneráveis, reiterando que o objetivo principal é promover a dignidade e evitar que indivíduos permaneçam nas ruas. Ela explicou que as abordagens são diferenciadas, adaptando-se a cada situação específica. A prefeita relatou ter encontrado desde pessoas portando armas brancas, exigindo a intervenção das forças de segurança, até jovens sem histórico criminal que necessitavam apenas de orientação e apoio para buscar tratamento ou motivação.
Dentre as ações implementadas pela administração municipal, destaca-se a conquista da autorização para internações involuntárias, que já foram realizadas em dois casos, fruto de uma parceria com o Ministério Público. Esta medida representa um avanço significativo, uma vez que processo anterior da gestão impedia tal ação. Pavan, que assumiu a prefeitura neste ano, enfatizou que o trabalho abrange “o começo, o meio e o fim” do atendimento, incluindo o pagamento de passagens para que os indivíduos possam retornar às suas cidades de origem, quando há comprovação de endereço, além do encaminhamento para emprego ou tratamento adequado.
Por fim, a prefeita criticou a conduta de outros gestores municipais que, segundo ela, incentivam moradores de rua a se deslocarem para Balneário Camboriú. Pavan ressaltou que, embora a cidade ofereça casa de passagem, acolhimento e internação, não aceitará que a situação seja agravada por decisões de prefeitos de outras localidades. Ela defendeu um equilíbrio entre a firmeza necessária para manter a ordem pública e a sensibilidade humana, afirmando que “cada caso é um caso” e que é essencial “separar o joio do trigo” para um acolhimento eficaz e responsável.

