Santa Catarina se firmou como um polo de excelência em gestão fiscal, conforme revelam os dados mais recentes do Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento aponta que o estado catarinense abriga cinco dos dez municípios com menor endividamento em toda a Região Sul do Brasil, um indicativo da prudência e eficácia na administração das finanças públicas locais. Esse desempenho coloca as cidades de Santa Catarina em uma posição de destaque no cenário nacional, ressaltando a capacidade de governos municipais em manter a saúde financeira em meio aos desafios econômicos.
Entre os municípios catarinenses que se sobressaem, Camboriú alcançou uma posição de notável relevância. A cidade figurou como a segunda com o menor endividamento em toda a Região Sul e a 29ª no ranking nacional. Tal resultado demonstra um rigoroso controle sobre as dívidas públicas e um manejo consciente dos recursos, contribuindo para uma maior estabilidade fiscal. A boa colocação de Camboriú no estudo é um reflexo direto de políticas que visam o equilíbrio orçamentário e a responsabilidade com o dinheiro do contribuinte.
O indicador de endividamento, crucial para a avaliação do CLP, é calculado pela relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida da administração pública municipal. Essa métrica permite analisar o quanto um município deve em proporção ao que arrecada, oferecendo uma fotografia clara de sua capacidade de honrar compromissos e de investir sem comprometer gerações futuras. A presença de cinco municípios catarinenses no seleto grupo dos dez menos endividados do Sul reforça a importância de uma gestão que prioriza a sustentabilidade fiscal e a transparência na aplicação dos recursos.
Manter um baixo nível de endividamento é fundamental para a solidez financeira de qualquer município. Essa condição não apenas evita o acúmulo de juros e encargos, que drenam recursos que poderiam ser destinados a serviços essenciais ou investimentos em infraestrutura, mas também aumenta a credibilidade junto a investidores e instituições de fomento. Cidades com finanças equilibradas possuem maior margem para reagir a crises, planejar o futuro e oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos, consolidando-se como ambientes propícios para o desenvolvimento socioeconômico sustentável.

