O vereador de Balneário Camboriú (SC), Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), oficializou sua pré-candidatura a deputado federal pelo estado de Santa Catarina. A intenção de disputar um cargo em nível federal já havia sido sinalizada logo após o início de seu mandato como vereador, cargo para o qual foi eleito em 2024, tornando-se o mais votado em Balneário Camboriú com pouco mais de 3 mil votos. A mudança para Santa Catarina marcou o início de sua carreira política, após ter sua vida dividida entre Rio de Janeiro e Brasília.

Em suas redes sociais, Jair Renan declarou que o movimento visa "continuar lutando pelos brasileiros" e defender "valores que sempre nos uniram", cumprindo uma "missão" passada por seu pai. "Sou pré-candidato a deputado federal por Santa Catarina, com o compromisso de trabalhar por um estado mais forte e por um Brasil melhor", escreveu. Ele também mencionou que a campanha será realizada em conjunto com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, com o objetivo de manter a defesa de "Deus, Pátria, Família e Liberdade".

A estratégia de Jair Renan segue um padrão similar ao de seu irmão, Carlos Bolsonaro, que deixou a Câmara do Rio de Janeiro para se lançar pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, uma articulação que gerou atritos locais. Em Balneário Camboriú, Jair Renan tem sido alvo de críticas de adversários pela baixa produtividade parlamentar e por discursos considerados alheios às questões do município. Ele já se envolveu em desentendimentos no plenário, como a acusação de "traição" ao correligionário Kaká Fernandes por discordâncias na eleição da Mesa Diretora, e foi o único voto contrário à instituição do Dia da Democracia em homenagem ao ex-prefeito Higino Pio, morto durante a ditadura militar.

Os embates de Jair Renan também se estenderam à prefeita Juliana Pavan (PSD), que sugeriu que ele buscasse "mais capacitação" e lesse mais os projetos. Em resposta, Renan a chamou de "analfabeta funcional" em suas redes sociais. Outro confronto notório ocorreu com o vereador Marcos Kurtz, que o comparou ao deputado Tiririca, criticando sua pouca participação nos debates em plenário. Em setembro, Renan também se manifestou sobre a política internacional, criticando a delegação brasileira por abandonar o discurso do primeiro-ministro israelense na ONU e exibindo um QR Code com imagens de ações do Hamas, classificando o grupo como terrorista.